Diálogo dos Reitores das Universidades Federais com a Nação Brasileira

DIÁLOGO DOS REITORES COM A NAÇÃO BRASILEIRA

Inicialmente gostaríamos de comemorar com toda a sociedade brasileira
esse momento importante do exercício da cidadania que, por meio de
eleições democráticas, plena liberdade de imprensa e de expressão o povo
brasileiro pode escolher o seu destino, e esperamos nós, o caminho do
desenvolvimento e da inclusão das parcelas mais necessitadas por meio da
educação, da geração de emprego e renda com mais saúde e paz para todos.

É importante registrarmos o papel relevante que todos os partidos e
candidatos que participaram deste pleito tiveram na consolidação da
democracia. Igualmente importante é registrar que por opção dos eleitores
temos agora no segundo turno dois candidatos absolutamente responsáveis,
qualificados e com biografias de igual densidade que os fazem merecer o
respeito de todos nós.

Sabemos, portanto, que não está em disputa a preferência por nomes,
qualidades ou opiniões pessoais, mas sim projetos de desenvolvimento para
o Brasil.

Às vésperas de mais uma eleição para a Presidência da República, num
momento crucial para o país, os dirigentes das Universidades Federais
abaixo assinados, vêm a público manifestar sua opinião quanto ao futuro da
educação brasileira, mas também pelo conjunto de políticas públicas, e por
conseqüência com o modelo de sociedade e de desenvolvimento do país.
Posicionamo-nos para que não se interrompa a trajetória recente de
investimentos na expansão e qualificação das Universidades federais,
patrimônio nacional.

Este é um ato de cidadania. Em respeito ao direito dos brasileiros de
todas as regiões do país, não podemos admitir qualquer possibilidade de
retrocesso nos avanços dos últimos anos. Não aceitaremos o retorno de
situações como a que predominou no passado recente, quando, na contramão
da história, os orçamentos das instituições federais de ensino superior
despencaram em 25%, relativamente aos seus valores históricos, com o
sucateamento correspondente do parque universitário federal.

As políticas públicas do atual Governo com firmeza e decisão tomaram a
Universidade federal como opção de referência em qualidade e de integração
nacional. Os avanços são inegáveis: recuperação orçamentária; expansões
com a criação de quatorze novas Universidades e mais de cem campi em todas
as regiões do país, fora das capitais; criação da Universidade Aberta do
Brasil, que em breve proporcionará seiscentas mil novas vagas no sistema
público federal; liberação de recursos para novos investimentos, como
laboratórios, bibliotecas e salas de aula; aumento real dos orçamentos
para ciência, tecnologia e inovação. Nesse âmbito, um exemplo de grande
expressão é o Programa de Apoio aos Planos de Reestruturação e Expansão
das Universidades Federais (Reuni), com investimentos na ordem de oito
bilhões de reais.

Até 2012 serão 93.319 novas vagas e 1.285 novos cursos de graduação.
Destes, 696 são noturnos, 331 de licenciaturas, 640 de mestrados e 428 de
doutorados. O total de matrículas gratuitas e de qualidade alcançará 1,1
milhão de alunos. Neste momento também não podemos deixar de mencionar que
a reestruturação e a ampliação do financiamento dos hospitais
universitários em muito colaborou para a melhoria da saúde pública,
especialmente, para aqueles usuários mais necessitados.

Temos a opinião de que é preciso respeitar e apoiar a parcela de
instituições privadas que tratam a educação como um bem público e buscam a
qualidade, bem como fortalecer as parcerias da união com as instituições
estaduais e municipais e as de orientação confessionais.

Neste contexto é que a sociedade brasileira, especialmente os formadores
de opinião e as agremiações partidárias, deve compreender que, em um país
continental, políticas e serviços públicos de qualidade a que todo cidadão
tem direito, e a que o Estado se obriga, implicam em recursos financeiros
e humanos bem geridos, mas também substanciais e perenes, por isso os
recursos investidos em educação, em todos os níveis, devem alcançar 7% do
PIB. Esta revolução progressiva na educação brasileira deve ser acelerada.

Aqueles que defendem a tese de que os investimentos deveriam ser
destinados à educação básica em detrimento da educação superior,
equivocam-se e iludem a sociedade brasileira. O exemplo de países que
lideraram a revolução científico-tecnológica e, mais recentemente, Japão,
China, Índia e Coréia, demonstra que não há desenvolvimento econômico e
social nem afirmação de soberania nacional, sem Universidades fortes e
competentes. A educação é um sistema integrado e, portanto, precisa de
investimentos simultâneos, crescentes e articulados em todos os níveis, da
creche à pós-graduação.

Decisões políticas que resultaram em legislações estruturantes para uma
nova educação em todos os níveis devem ser destacadas e corroboram para a
opção que fazemos neste momento. A criação do Fundo de Manutenção e
Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da
Educação (Fundeb); a aprovação da PEC 59 que retorna à sua finalidade, a
educação, bilhões de reais e tornou progressivamente obrigatório o ensino
médio; a criação do piso salarial do professor; o fundo do pré-sal para o
financiamento da educação, da ciência e tecnologia, da cultura, da saúde e
do meio ambiente são alguns exemplos.

A política externa do país incentivou e viabilizou o intercâmbio de nossas
universidades com as suas congêneres de inúmeros países, sempre baseado no
mérito acadêmico e no respeito cultural, afastando preconceitos e dogmas
de qualquer natureza e assim colaborando pelo convívio pacífico entre os
povos e as nações.

Qualquer projeto sério de nação, conseqüente e sustentável, implica em
políticas arrojadas e revolucionárias para a educação, com a universidade
assumindo um papel de liderança na requalificação dos outros níveis de
educação e de instrumento de coesão das ações para o equilíbrio entre as
diversas regiões do país e de superação de desigualdades sociais entre os
brasileiros e a inserção soberana no concerto das nações. Neste momento, a
sociedade elege, mais uma vez, democraticamente, o seu projeto de nação.
Certamente há de escolher aquele programa que demonstra, efetivamente,
compromisso com a educação pública, na sua plenitude, como prioridade
nacional.

Muito há para fazer, mas cabe a nós, reitores e ex-reitores das
universidades federais, testemunharmos aos brasileiros e brasileiras a
ocorrência de avanços significativos e históricos na área de educação
especialmente no nível superior nos últimos oito anos, com reflexos
diretos em outras áreas como saúde, ciência e tecnologia, agricultura,
emprego e renda, reafirmando a necessidade de sua ampliação e
consolidação. Dessa maneira, cumprimos nosso dever de cidadãos e gestores
públicos responsáveis, apartidários e abertos ao diálogo, construindo e
defendendo a universidade pública de qualidade, patrimônio da cultura e da
sociedade brasileira e centro irradiador do desenvolvimento nacional.

Pela experiência do presente e do passado, mas, sobretudo olhando para o
futuro e comparando os projetos, manifestamos ao povo brasileiro que o
país precisa seguir mudando, por isso optamos por Dilma presidente.

Reitor Alan Kardeck Martins Barbiero (UFT)

Reitor Aloísio Teixeira (UFRJ)

Reitor Amaro Henrique Pessoa Lins (UFPE)

Reitora Ana Dayse Rezende Dórea (UFAL)

Reitora Célia Maria da Silva Oliveira (UFMS)

Reitor Damião Duque de Farias (UFGD)

Vice-reitor Darizon Alves de Andrade (UFU)

Reitor Dilvo Ilvo Ristoff (UFFS)

Reitor Edward Madureira Brasil (UFG)

Diretor-geral Flávio Antônio dos Santos (CEFET-MG)

Reitor Hélgio Henrique Casses Trindade (UNILA)

Reitor Henrique Duque de Miranda Chaves Filho(UFJF)

Reitor Jesualdo Pereira Farias (UFC)

Reitor João Carlos Brahm Cousin (FURG)

Reitor João Luiz Martins (UFOP)

Reitor José Carlos Tavares Carvalho (UNIFAP)

Reitor José Ivonildo do Rêgo (UFRN)

Reitor José Januário de Oliveira Amaral (UNIR)

Reitor José Weber Freire Macedo (UNIVASF)

Reitor Josivan Barbosa Menezes (UFERSA)

Reitor Josué Modesto dos Passos Subrinho (UFS)

Reitor Luiz de Sousa Santos Júnior (UFPI)

Reitor Luiz Cláudio Costa (UFV)

Reitora Malvina Tânia Tuttman (UNIRIO)

Reitora Maria Beatriz Luce (UNIPAMPA)

Reitora Maria Lúcia Cavalli Neder (UFMT)

Diretor-geral Miguel Badenes Prades Filho (CEFET-RJ)

Reitor Natalino Salgado Filho (UFMA)

Reitora Olinda Batista Assmar (UFAC)

Reitor Paulo Gabriel Soledade Nacif (UFRB)

Reitor Paulo Speller (UNILAB)

Reitor Pedro Angelo Almeida Abreu (UFVJM)

Reitor Ricardo Motta Miranda (UFRRJ)

Reitor Roberto de Souza Salles (UFF)

Reitor Rômulo Soares Polari (UFPB)

Reitor Targino Araújo Filho (UFSCar)

Reitor Thompson Fernandes Mariz (UFCG)

Reitor Valmar Corrêa de Andrade (UFRPE)

Ex-reitor Antônio Ibañez Ruiz (UnB)

Ex-reitor Arquimedes Diógenes Ciloni (UFU)

Ex-reitor Hidembergue Ordozgoith da Frota (UFAM)

Ex-reitor Jáder Nunes de Oliveira (UFPB)

Ex-reitor José Fernandes de Lima (UFS)

Ex-reitora Maria Margarida Martins Salomão (UFJF)

Ex-reitor Nelson Maculan Filho (UFRJ)

Ex-reitor Newton Lima Neto (UFSCar)

Ex-reitor Oswaldo Baptista Duarte Filho (UFSCar)

Ex-reitor René Teixeira Barreira (UFC)

Ex-reitora Wrana Maria Panizzi (UFRGS)

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Sobre ufrncomdilma

Acreditamos que Dilma é a candidata mais preparada para o Brasil.
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